INF oferece protótipo modelo para ajudar no aumento da expectativa de vida e déficit de profissionais da saúde

 
Pesquisas já apontam que o sistema de saúde mundial não tem e não terá recursos para acomodar todos os pacientes por conta do aumento da expectativa de vida. Por conta disso, a comunicação por meio da tecnologia é uma forma de amenizar essa falta de profissionais da saúde. Foi por isso que, Hugo Ribeiro, com a orientação do professor Sérgio Carvalho, do Instituto de Informática, propôs um modelo de domínio e uma arquitetura computacional capaz de integrar os serviços de rede social para disseminar informações de um paciente para a sua rede de cuidadores.
 
O professor Sérgio Carvalho argumenta que um modo de aperfeiçoar os sistemas de monitoramento remoto de pacientes é promovendo o envolvimento da comunidade em torno do indivíduo que necessita de cuidado. Segundo ele, essa rede pode ser de cuidadores formais (profissionais de saúde) ou de cuidadores informais (familiares e amigos), formando uma comunidade em torno do paciente.
 
Segundo os pesquisadores, já existem ferramentas para o monitoramento de pacientes capazes de aproveitar as informações disseminadas por meio de redes sociais, mas que a criação de um programa específico para esse fim seria capaz de ter um impacto ainda maior no dia-a-dia do paciente. O modelo arquitetural apresentado na pesquisa, em desenvolvimento também pelo grupo de pesquisa coordenado pelo professor, integra os serviços de redes sociais já existentes a um sistema de monitoramento remoto cujas funcionalidades de serviços já existem na plataforma UbiCare.
 
O modelo proposto funciona de forma a que, sempre, quando os sinais fisiológicos do paciente apresentam uma anomalia, um evento é acionado, gerando e disseminando notificações aos cuidadores previamente cadastrados. A ferramenta oferece ao usuário a possibilidade de compartilhar informações entre a plataforma e as redes sociais, além de determinar quem está autorizado a receber determinado tipo de notificação. Ele ainda poderá definir como quer que seja feita essa comunicação de acordo com o tipo de relacionamento de cada destinatário cadastrado. Assim, um paciente pode limitar quais os sensores que estariam disponíveis para uma determinada pessoa com a qual possui um relacionamento, ou não permitir o envio de determinadas informações a uma pessoa específica.
 
Texto: Valeska Fernades