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“Não estamos falando em volta, mas na preparação para a volta”, diz reitor

Reitor Edward Madureira e professor José Alexandre Felizola comentam estudos sobre Covid-19,  isolamento social e volta às aulas

Texto: Ana Paula Vieira

Na live da Reitoria desta sexta-feira (15/5), o reitor Edward Madureira e o professor José Alexandre Felizola Diniz Filho reforçaram a importância do isolamento social como medida de enfrentamento da pandemia de Covid-19. A recomendação é baseada em estudos desenvolvidos em um grupo de modelagem coordenado por professores da UFG, que inclui médicos epidemiologistas e biólogos especialistas em modelagem que utilizam métodos matemáticos e computacionais. 

O grupo de trabalho da UFG já emitiu duas notas técnicas sobre o assunto, que estão disponíveis no site www.covid.bio.br. O professor José Alexandre explicou que o número médio de pessoas infectadas a partir de um caso inicial (índice chamado de R0), para Covid, está em torno de 2,5 a 3. Ou seja, cada pessoa que se infecta, em um prazo de 5 a 6 dias, em média, infecta cerca de 3 pessoas. “É uma doença altamente infecciosa e transmissível”, destacou José Alexandre. Ele ressaltou ainda que, no mundo todo, foi percebida a relação desse parâmetro com o isolamento social. “A partir do momento em que foi decretada a quarentena, em meados de março, o índice de isolamento social subiu. Rapidamente chegamos a cerca de 60% de isolamento, e o R0 que seria de 3, se reduziu cerca de 1,1”, explicou. 

Por outro lado, a partir da piora do índice de isolamento, o modelo está projetando um aumento na transmissão, conforme explicou o professor José Alexandre. Ele faz um alerta: “Não estamos em um momento de discutir volta ainda. Estamos falando em medidas necessárias para continuarmos em quarentena. Se a gente conseguir voltar para esses 50% de isolamento social até o final de junho, aí a gente começa a pensar em flexibilização. No momento, não estamos discutindo flexibilização e volta integral de atividades. O perigo não passou”. 

O reitor Edward Madureira e o professor José Alexandre também destacaram o papel da UFG na produção de conhecimento e no fornecimento de estudos técnicos que possam subsidiar decisões.

 

Volta às aulas

A live contou com a participação de cerca de 200 espectadores e muitas perguntas sobre a volta às aulas na UFG. O reitor Edward Madureira enfatizou que, sobre esse assunto, a UFG segue dois princípios básicos: o da isonomia e da qualidade. “Temos que discutir essa questão com toda responsabilidade. Nem de longe estamos falando de substituir e fazer uma universidade remota, universidade não é isso, universidade é presença, debate”, ressaltou. 

O reitor informou que uma minuta de resolução que autoriza algumas atividades a serem realizadas remotamente está em discussão no Conselho Universitário e que a Universidade enviou questionários que receberam a participação de cerca de 8 mil estudantes. Edward não descarta a utilização de um modelo híbrido, mas ressalta que não há uma receita: “Vamos voltar numa situação muito diferente, não poderemos ter salas de aulas cheias, teremos que ter instrumentos que talvez nos levem a uma situação híbrida, com possibilidade de rodízio de salas, por exemplo. Vamos trabalhar de forma a atender as expectativas de todos. Por enquanto, não estamos falando em volta, estamos falando em nos prepararmos para a volta. A gente quer garantir a vida, a qualidade e a isonomia”, enfatizou o reitor.

O vídeo da live está disponível no IG TV do perfil @reitoriaufg.

 

Fonte: Reitoria Digital

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