Tecnologia alfabetização

Pesquisa da UFG cria tecnologia para auxiliar na alfabetização de crianças

Ferramenta visa contribuir com processo de aprendizagem em ambientes remotos e presenciais

Carolina Melo

Com o foco inicial na aprendizagem e, especialmente, na avaliação da escrita de crianças em fase de alfabetização, a tecnologia criada pela pesquisadora Jaline Mombach, do Instituto de Informática da UFG, pode se somar aos esforços de ensino realizados pelos professores em épocas de isolamento social. O instrumento pedagógico visa permitir a condução de sessões automatizadas de ditado de palavras e pretende ser um suporte à interpretação da avaliação pelo professor.

Tecnologia alfabetização

Ainda em andamento, a pesquisa está projetando uma ferramenta para ser usada em superfícies sensíveis ao toque. Assim, as crianças vão poder executar tarefas semelhantes àquelas que realizam com papel e lápis. De acordo com a pesquisadora Jaline Mombach, também vem sendo projetado opções para avaliar vários alunos ao mesmo tempo, para construir uma evolução individual do histórico do aluno, compartilhar diagnósticos e resultados de multiprofissionais (fonoaudiólogo, psicólogo, neurologista, etc), além de permitir que pais participem de forma ativa do processo, acompanhando o progresso dos filhos.

“Já havíamos planejado o uso remoto da ferramenta, pensando na possibilidade de estudo extra-classe e nos casos de crianças hospitalizadas que mantêm acompanhamento escolar. Não estava previsto pandemias em nossas descrições de cenários de uso, mas certamente a COVID-19 enfatizou a demanda existente para soluções de ensino remoto, principalmente no contexto infantil”, afirma.

Etapa – Orientada pelo professor da UFG, Fabrizzio Soares, a pesquisa já concluiu o protótipo do módulo infantil para testes com professores e crianças, inicialmente acessado em tablets Android. “Nesse protótipo o aplicativo solicita, por interações em voz, que a criança escreva manualmente palavras/frases e depois as leia 'usando o dedo', ou seja, tocando na tela”, explica Jaline Mombach. Segundo a pesquisadora, a principal diferença desse aplicativo é a exploração da escrita manual. “A maioria dos apps para alfabetização infantil adota a escrita por teclado ou escolha de letras na tela e há pesquisas que indicam maior contribuição do processo de escrita manual durante a etapa de alfabetização”, afirma.

Tecnologia alfabetização

Conforme explica Jaline Mombach, após a criança registrar a sua escrita no aplicativo, é gerado um relatório para o professor, semelhante ao que é criado na versão tradicional, em papel. O aplicativo ainda pode personalizar o que é solicitado para as crianças e há a opção de incluir voz ou vídeo. Atualmente, a pesquisa está desenvolvendo os módulos para professores e para os pais. A fase de testes vai iniciar com o retorno das atividades escolares, mas está aberto até o final de maio um questionário direcionado aos alfabetizadores e também aos pais.

Os questionários pretendem identificar, no caso dos alfabetizadores, se fazem ditados em sala, como é realizada a atividade (tempo estimado, possíveis dificuldades, modalidade) e como é feita a avaliação. As questões também buscam entender como professores que não realizam ditados em sala avaliam a escrita das crianças, afim de descobrir aplicações futuras para o aplicativo. Os pesquisadores também querem identificar demandas para o ensino remoto por meio do questionário direcionado aos pais. Sendo assim, buscam identificar dificuldades na realização das atividades remotas pelas crianças.

 

O questionário pode ser respondido até o final de maio. Participe:

Questionário para alfabetizadores, clique aqui.

Questionário para pais e responsáveis, clique aqui.

 

Veja aqui entrevista na íntegra com a pesquisadora.

Fonte: INF

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